Uma camiseta com ameaças de morte foi deixada neste sábado (18) no antigo imóvel onde morava Mateus Sousa, motorista que matou e atropelou quatro pessoas na rodovia Geraldo Scavone, em São José dos Campos, em 2017. O inquilino que mora na casa registrou um boletim de ocorrência. Os autores ainda não foram identificados.
De acordo com o advogado do atropelador, Warley Freitas de Lima, as ameaças iniciaram após a data do atropelamento, ainda em 2017, quando um grupo destruiu a casa e o veículo da família de Mateus. “Desde então, essas ameaças continuaram nas redes sociais e retomaram com força intensa nos últimos dias”, afirmou o advogado.
Na camiseta deixada no local estavam escritos os dizeres ‘Mateus assassino’, ‘Vai morrer’ e quatro cruzes desenhadas. Mateus está preso desde fevereiro deste ano, após ficar mais de um ano foragido.
Na declaração do morador do imóvel, que fica no Jardim das Indústrias, na zona oeste de São José, ele afirmou que o local tem sido rota de motociclistas que passam acelerando em frente à casa. O morador tem filhos pequenos e está assustado com a situação. Ele não tem ligação alguma com a família de Mateus. “Eles se sentem acuados naquela residência”, disse o advogado.
Os pais de Mateus não vivem mais no local. Após o atropelamento eles mudaram para a capital com medo das ameaças.
Ainda segundo o advogado, Mateus teve conhecimento do fato pela família, que realizou visita neste domingo (19) no CDP (Centro de Detenção Provisória) 2 de Pinheiros, onde o réu está preso. “Ele está mais atemorizado do que nunca. Nós acreditamos e confiamos na Justiça, lamentamos profundamente a morte das pessoas, mas queremos que ele seja julgado de modo justo e não seja linchado, nem ele nem as pessoas que estejam vinculadas à esse processo, ele quer pagar pelo que ele fez, mas vivo, porque não temos a pena de morte no brasil”, explicou.
O advogado afirmou que vai pedir mais segurança e que o judiciário provoque a Polícia Civil para que encontre os autores da ameaça.
“A família está apreensiva, temerosa e sem saber o que fazer por conta da atitude impensada de pessoas que pretendem fazer justiça com as próprias mãos”, disse o advogado.
A polícia recolheu a camiseta e vai investigar o caso.
O juiz deve decidir, até a primeira quinzena de junho, se Mateus deve ir à juri popular.
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