Foto: Arquivo
O presidente Jair Bolsonaro (PSL) voltou a criticar o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e seu diretor, Ricardo Galvão, pela divulgação de dados do desmatamento da Amazônia.
Segundo ele, os dados deveriam ser mostrados primeiro ao ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e depois a elei próprio. Para justificar, Bolsonaro disse que está acostumado com “hierarquia e disciplina”.
“No mínimo, se o dado for alarmante, ele [diretor do Inpe] deveria, em tom de responsabilidade, respeito e patriotismo procurar o chefe imediato, no caso o ministro, e dizer: ‘Olha ministro, temos uns dados aqui, vamos divulgar, devemos divulgar, o senhor se prepare’. Assim que deve ser feito e não de forma rasa como ele faz, que coloca o Brasil em situação complicada. Um dado desse aí, a maneira de divulgar, prejudica a gente”.
Nesta segunda, Bolsonaro disse que, na visão dele, “não pode, na ponta da linha, alguém simplesmente resolver divulgar esses dados [de desmatamento]”. Para ele, “pode haver algum equívoco” nas informações ambientais sem um crivo prévio do governo, sob o risco de “um enorme estrago para o Brasil”.
“Você pode divulgar os dados, mas tem que passar pelas autoridades para não ser surpreendido, até por mim. Eu não posso ser surpreendido com uma informação tão importante como essa daí. Eu não posso ser pego de calças curtas”, afirmou Bolsonaro.
