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Categoria: Cultura, Rio de Janeiro

Museu Nacional do Rio deve reabrir exposição no palácio em 2022

Em 2 de setembro de 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional, prédio histórico onde morou a família imperial, no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro.

Akemi Nitahara/Agência Brasil Publicado em 29/08/2019, às 13:44 • Atualizado em 29/08/19, às 13:44




Foto: Tânia Rego

O Museu Nacional do Rio pretende firmar parcerias com instituições públicas e privadas para reconstruir o prédio histórico e fortalecer a governança, com a meta de reabrir uma parte do palácio com exposições para festejar o bicentenário da independência do Brasil, em 2022. A informação é da reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho.

“Estamos iniciando o projeto Museu Nacional Vive, com esse novo modelo de governança, que pretende atrair novos parceiros visando, em 2022, podermos inaugurar pelo menos uma parte do palácio com exposições que vão festejar o bicentenário da independência brasileira”, afirmou a reitora.

Em 2 de setembro de 2018, um incêndio destruiu o Museu Nacional, prédio histórico onde morou a família imperial, no parque da Quinta da Boa Vista, em São Cristóvão, zona norte do Rio de Janeiro. O museu tinha um dos acervos mais importantes do país com cerca de 20 milhões de peças.

Segundo a reitora, no próximo ano, serão reinauguradas as áreas administrativa e acadêmica do museu, com a construção do Campus da Cavalariça.

De acordo com o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, o novo campus será construído no terreno de 44 mil metros quadrado, pertencente à União, que já foi destinado para o museu, faltando apenas alguns detalhes burocráticos para consolidar a doação.

“Nós precisamos pensar na reconstrução da estrutura física dos laboratórios que nós perdemos. Este terreno vai ser o futuro Campus Cavalariça. O governo brasileiro cedeu esse terreno, estamos só acertando detalhes finais. Queremos construir ali inclusive um centro cultural educacional, mas ainda não temos verba. Quando conseguir essa verba, ele pode ser construído em seis, no máximo, nove meses”.

A reitora afirmou ainda que já iniciou os primeiros processos de licitação do projeto do Campus da Cavalariça, como o cercamento do terreno e a infraestrutura básica para o novo prédio. De acordo com Denise, as obras para a construção dos laboratórios e da parte administrativa devem começar ainda este ano, com a destinação de parte da verba da emenda impositiva da bancada fluminense, que já está disponível para a universidade.

“O valor disponível hoje é de R$ 68 milhões, sendo R$ 43 milhões destinados pela emenda impositiva da bancada do Rio de Janeiro na Câmara dos Deputados, R$ 21 milhões de um convênio com o BNDES e outros R$ 5 milhões repassados pelo Ministério da Educação que estão sendo administrados pela Unesco para o gerenciamento do projeto”.

RESGATE

Os R$ 11 milhões emergenciais enviados inicialmente pelo Ministério da Educação foram destinados ao trabalho de resgate das peças nos escombros do museu.

A vice-coordenadora do Núcleo de Resgate, Luciana Carvalho, explica que o trabalho foi dividido em quatro partes, iniciando com a organização das equipes e reuniões preparatórias para criar protocolos de atuação no resgate, após a tentativa emergencial de coletar materiais feita ainda durante o incêndio.

Atualmente o trabalho está na terceira fase, que é a retirada do material e catalogação do que foi resgatado, que deve continuar até o primeiro semestre de 2020. A quarta etapa, mais demorada, consiste em fazer o inventário e o relatório do material recuperado.  No total, 47 funcionários do museu participam ativamente do resgate, além de estudantes de graduação e pós-graduação.

“O palácio tem cerca de 2 mil metros quadrados só na planta baixa, sem contar os outros pavimentos. Algumas áreas não desabaram, pouquíssimas. Essa planta baixa foi dividida em 71 áreas, dessas 50 já foram encerradas, nós já terminamos o trabalho de resgate nelas. Ainda temos 21 áreas a serem trabalhadas, aonde ainda existe acervo científico para ser retirado”.

Ela explica que não é possível mensurar o número total de peças resgatadas, pois muitas são catalogadas em lotes que podem chegar a centenas de peças. Até o momento, foram feitos 4.382 formulários de cadastro. Segundo Luciana, do total de 37 coleções científicas que o museu tinha, 46%, ou 17 coleções, foram quase totalmente perdidas ou parcialmente afetadas; 35% foram ou estão sendo resgatadas, num total de 13 coleções; e 19% não foram atingidas pelo incêndio, com sete coleções preservadas.

Hoje, os pesquisadores apresentaram peças resgatadas da Coleção Tereza Cristina, de arte pré-colombiana do Peru, partes de uma armadura samurai do Japão e itens da coleção egípcia, que já teve mais de 300 peças resgatadas.

“As coleções que estavam dentro de armários de aço resistiram mais, ainda que esses armários tenham sido danificados pelo incêndio. Tem peças como cerâmicas, estatuetas, que estão em excelente estado de preservação, ainda que a gente note danos relacionados ao incêndio, como quebras, fraturas e esmaecimento de cores relacionados ao processo de calor e do incêndio”.



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