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Felicio quer fim da ‘novela’ no Banhado e destaca avanços na Saúde e Educação

OVALE - Publicado em 15/02/2020, às 10:16 • Atualizado em 17/02/20, às 11:10




Felicio quer fim da ‘novela’ no Banhado e destaca avanços na Saúde e Educação
Foto: Claudio Vieira/PMSJC

 O prefeito de São José dos Campos, Felicio Ramuth (PSDB), elencou educação e saúde como os principais avanços de seu governo, diz que gostaria de ter feito mais na habitação e assume que poderia ter tratado de melhor forma a situação do Arco da Inovação e os recursos do BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento). “Não foi uma questão de omitir, mas de não entender a importância de expor essa nova situação”, afirma.

Em entrevista exclusiva a OVALE, o tucano destacou que gostaria de solucionar o impasse me relação à retirada das famílias na Comunidade Jarim Nova Esperança, na favela do Banhado.

Felicio, que deve ser candidato à reeleição, também pediu que o eleitor tome cuidado com candidatos que podem estar apenas querendo alavancar os próprios nomes. “De fato querem ser prefeito ou estão usando o eleitor e seu voto para alavancar uma nova candidatura?”

Onde mais avançou e onde poderia mais?

Eu acredito que na saúde nós avançamos muito, inclusive entregando os nossos compromissos de campanha como o UBS Resolve, a ampliação dos atendimentos na nossa rede de UPAs, os atendimentos com especialistas, a ampliação do número de cirurgias. São metas que nós nos propusemos ao longo da campanha e que a gente conseguiu oferecer um melhor serviço. Claro que a saúde pública é sempre um grande desafio para qualquer gestor de uma cidade, mas a gente avançou muito em relação a situação que a cidade tinha. Então, a gente acredita que na saúde pública nós estamos no caminho correto para prestar um melhor serviço para o cidadão de São José. A ampliação do número de unidades de especialidades, que serão até o final do mandato três unidades, duas novas unidades, e acabamos de terceirizar o atendimento também da UPA do Campo dos Alemães, fizemos a mesma coisa no Clínicas Sul e poderão usar esses profissionais para reforçar o atendimento da rede e poder oferecer um melhor atendimento também nessas UPAs.

Então, a saúde deve ser uma prioridade, teve esse grande foco na gestão. O investimento ao longo dos três anos foi de R$ 2 bilhões e a cada dia a gente tenta avançar para poder prestar o serviço que a cidade e o cidadão de São José merecem.

Na educação eu também gostaria de falar, e é interessante porque são duas pastas hoje comandadas por funcionários de carreira, servidores de carreira da prefeitura municipal, duas pastas prioritárias que correspondem a 55% por cento do orçamento público. Na educação a gente conseguiu ampliar muito o número de vagas na rede de educação infantil, o nosso objetivo até o final do mandato é de zerar a fila de creches, já conseguimos reduzir em 95% a fila de creche e ao longo desse ano nós vamos cumprir o nosso compromisso de zerar. Até porque essa é a idade, do zero aos três anos, de desenvolvimento cognitivo, de sociabilização, e a gente tem certeza que oferecer a oportunidade creche para essas crianças vão torná-las adultos melhores preparados para que elas possam sair para a vida com uma preparação maior para que todos possam sair da mesma linha de largada para a vida. Então é por isso a nossa importância de oferecer creche. Além disso a reforma de praticamente todas as escolas, ampliação da rede escolar, um trabalho focado também na melhoria do desempenho dos nossos jovens e que vai culminar com um novo Ideb de 2019. Muitos avanços com também a volta do projeto Decolar, o empreendedorismo nas escolas, segundo o professor na sala de alfabetização, climatizadores em todos as salas de aula do ensino fundamental. Então, tanto uma mudança de estrutura física, investindo corretamente o recurso da educação, como na preparação número recorde de atividades preparatórias pelos professores de cursos, oportunidades de ampliar o conhecimento. O professor gosta muito de aprender e nesse sentido é nossa missão poder oferecer uma capacitação cada vez melhor para os nossos professores. A distribuição do material escolar, esse ano já distribuído no primeiro dia o material escolar nas escolas municipais e de alta qualidade, já comprovada pelas nossas crianças e os pais, e com economia de recursos públicos. Uma diferença de dez vezes o material escolar adquirido na gestão passada e o material escolar de qualidade. Além disso o projeto da educação esportiva, onde a gente no contraturno oferece ensino de tempo integral com atividades esportivas, que são os nossos esportes educacionais. Quero citar um projeto interessante, apesar de ainda pequeno, é um projeto conjunto com DCTA de dar oportunidades para esses jovens no meio turno. São 100 crianças que têm o estudo da Aeronáutica, das forças da Aeronáutica, que inclusive ensinam ordem unida e outras atividades voltadas às crianças e esportes dentro do DCTA, usando os equipamentos do DCTA. Fazendo com que possam entender essa realidade da Força Aérea Brasileira que pertence ao nosso aqui à nossa cidade e também às nossas forças militares nacionais. Então, também é uma experiência bacana que as nossas crianças estão podendo desenvolver em conjunto com o DCTA, um projeto inédito, pela primeira vez. O DCTA passou a prestar esse tipo de atividade para as nossas crianças, de complemento de turno. Tudo isso vai refletir tenho certeza no Ideb. São várias ações, um museu interativo de ciência… Saúde e educação a gente entende que avançou muito.

Um dos pontos que você colocou que a gente poderia avançar mais… Criamos novos métodos e novas metodologias na habitação com o Casa Joseense. Mas o governo federal ao longo dos últimos três anos praticamente não investiu nada no Minha Casa Minha Vida. Nós tivemos a oportunidade de entregar 588 unidades habitacionais do Limoeiro. E justamente nessa deficiência nós criamos um programa municipal. É a única cidade do Brasil que criou um programa de Apoio Municipal, com subsídio municipal, que é o Casa Joseense. Deu oportunidade, mas nós queríamos também poder atender a faixa de zero a um [salário mínimo]. Temos uma 240 unidades habitacionais que serão entregues agora, mas para você ter uma ideia só estão sendo construídas porque a construtora, que é Construtora São José, tem uma capacidade é grande porque ela não recebe atrasos e mais atrasos da Caixa Econômica Federal nos programas habitacionais do governo federal. Isso eu gostaria de poder ter entregado ainda mais moradias. Pelo outro lado, a gente foi trabalhar na regularização, um volume grande de regularizações entregues, tanto de terrenos quanto de unidades habitacionais entregues das mais diferentes gestões, e regularizadas. Para você ter uma ideia, o conjunto Ema é um conjunto entregue em 1984 para a população, 70 casas, e as famílias não tinham nem mesmo um documento de posse daqueles imóveis. Então, a grande maioria dos conjuntos habitacionais entregues não havia nenhum tipo de documentação disponibilizada pelo cidadão, que eu tinha certeza que isso vai ser seu hoje ou no futuro, dos seus filhos. Agora, nós demos um grande trabalho de regularização com o CDHU, que participava desses projetos, e da própria prefeitura para poder regularizar esses imóveis. Eu mesmo participei agora de uma entrega no Frei Galvão para mais de 300 famílias e documentação do CDHU. Então eu gostaria de ter mais ofertas de casas para quem ganha de zero a um salário mínimo. Apesar de que, eu entendo que no futuro a gente precisava ampliar os programas de aluguel social. Eu acredito que a saída também para a gente poder oferecer casas para as pessoas é elas poderiam utilizar. Cada vez mais a nova geração quer utilizar, e não ter. Utilizar o carro através de aplicativos e pode se locomover, pode alugar um imóvel para uma festa, para um final de semana… Então cada vez mais a gente vê um ciclo de compartilhamento, onde eu acredito que a gente pode oferecer imóveis para a população, isso até de forma descentralizada não concentrando toda a população num único lugar, dando mais qualidade de vida através de um programa de apoio habitacional, vamos chamar assim de aluguel sociais. Mas, é importante também a participação dos governos, estadual, federal e municipal, porque sozinho o município não é capaz de arcar com um aluguel social para as famílias que mais precisam.

Habitação?

Não tenho dúvidas e até vou usar aqui alguns exemplos que são importantes. Por exemplo, o Pinheirinho foi construído 1.600 unidades habitacionais sem creche, sem escola, sem unidade de saúde, e sem unidade de assistência social. Nós fizemos as quatro coisas. Construímos com dinheiro, recursos municipais, a creche, a escola, o posto de atendimento social e o posto de saúde para a população. Então, às vezes, construir a casa que veio com recursos federais nem é a etapa mais complexa para uma cidade, mas ter os serviços públicos garantidos para a população é importante. Outro exemplo: o Cajuru recebeu vários tipos de unidades habitacionais nos últimos governos e não recebeu nenhum tipo de melhoria. Nós inauguramos um CRAS [Centro de Referência de Assistência Social], um posto de saúde e também uma creche para atender aquela população. Até mesmo a iluminação pública os conjuntos não tinham. Então, a parte do município tem que ser feita. Construir com recursos federais, basta que o governo federal abra sua torneira, vamos dizer assim, e isso não está acontecendo nesse governo, tão pouco no governo da gestão [Michel] Temer, para investir na habitação. O município sozinho na gestão passada, por exemplo, não colocou um centavo sequer nas habitações construídas. Foi todo dinheiro vindo do governo federal. Então, a gente criou uma nova alternativa com o Casa Joseense, onde a gente já teve a oportunidade de disponibilizar 2.000 unidades habitacionais, onde a gente ajuda as pessoas a comprar, mas ainda para uma faixa um pouco maior do que a de de zero a um salário mínimo.

Moradores do Banhado?

A primeira questão aqui já é o tema judicializado. Nós fomos mexer nessa situação, não foi um compromisso de campanha mas eu percebi ali porque a situação das pessoas de bem que vivem no Banhado era uma situação precária, do ponto de vista da saúde, do ponto de vista sanitário… A gente tem ali as pessoas vivendo em uma situação de insalubridade e numa área de proteção. Então ali naquele momento a gente resolveu deixar de lado o projeto da Via Banhado e cuidar das pessoas. A partir daí, com o foco nas pessoas, nós fomos então oferecer fazer uma oferta para que as pessoas pudessem sair voluntariamente. Ao longo dessa oferta, a Defensoria Pública entrou com uma ação na Justiça querendo que a gente fizesse uma regularização da área. Isso provocou uma reação nossa que foi entrar com uma outra ação na Justiça pedindo então, aí sim, a saída dos moradores. Agora, cabe à Justiça decidir se a população deve ficar em uma área de proteção ambiental, e com condição insalubre, ou não. Estamos aguardando a decisão judicial, e enquanto isso a gente tem conseguido transformar algumas vida. Na minha opinião, uma vida que a gente conseguiu mudar, de uma família, já me deixaria satisfeito. Mais do que isso, nós já chegamos a quase 40 famílias que tiveram essa oportunidade de mudar sua vida, não só para aquela geração mas para seus filhos. Eu tenho um caso que eu conto, interessante, do próprio OVALE. Uma vez teve cartinha falando que saiu do Banhado, minha vida mudou, meus filhos agora podem brincar no quintal, brincam com o brinquedo tal, tal e tal e tinha a assinatura da pessoa. Aí eu pedi para identificar quem era, e a minha maior surpresa foi saber que quem tinha escrito a cartinha era a própria criança, o filho. Então, se a gente conseguir salvar a próxima geração daquela condição, eu já vou me considerar um homem satisfeito como prefeito. A gente percebe que existe uma oportunidade de melhoria. Todas as quase 40 famílias mudaram a sua vida para melhor. Então é óbvio que eu queria que fosse mais, eu sempre quero poder melhorar a vida de muito mais gente, mas a gente encontra ainda uma certa resistência ali, até porque existe um interesse para que se mantenham as pessoas de bem servindo de escudo para atividades irregulares.

Especialidades na Saúde

Primeiro os números. Nós aumentamos as consultas na rede básica de saúde em 26%, em especialidades 24%. Então, eu não tenho dúvida nenhuma que estamos ofertando muito mais consultas e exames. Hoje nós fazemos 9.500 consultas por dia na rede municipal quase 200 mil consultas por mês, um volume gigantesco. Se 99,75% das pessoas se forem bem atendidas nós teremos 0,25% que possam não ser, já significa 500 pessoas. A gente sabe que sempre vai ter algum tipo de problema, mas a gente tem que focar resolver aqueles que podem colocar a vida das pessoas em risco, claro, ou uma mudança estrutural que se deve fazer para poder atender melhor as pessoas. Então, eu não tenho dúvida nenhuma que o nosso atendimento de saúde com a UBS Resolve, com a ampliação do volume de especialistas, melhorou muito. Mas, até por conta da ampliação do volume na rede básica, nós ainda temos especialidades que precisam de um reforço de atendimento. Eu poderia citar várias que nós já resolvemos o problema. como por exemplo a oftalmologia na primeira consulta, cardiologista, ortopedista, são todas as especialidades que a gente não tem problema de espera acima de 60 a 75 dias. Já gastro, neurologista, ainda temos problema. Por isso que estamos reforçando a rede e também contratando, credenciado novos. Eu não tenho dúvida nenhuma que a situação ao longo de 2020, até o final de 2020, em relação às especialidades vai estar muito melhor do que hoje, e que já é muito melhor do que quando a gente assumiu.

Creches em meio período

Primeiro, nosso grande esforço de creche, e aí pode haver até uma dúvida.. Porque entregamos algumas creches, como é que se criou 7 mil vagas? Na verdade essa é a grande diferença da nossa gestão, a gente quer atacar o problema. Primeiro o nosso grande volume foi de ampliação de creches. Aí o prefeito não foi lá, não cortou fita, nem nada, mas ampliou o atendimento.

A grande maioria foram ampliações, essa é uma grande diferença. Inauguramos algumas, no Santa Edwiges, a creche do Pinheirinho, que quando a gente assumiu ela tinha 4% executada e devendo ainda para o fornecedor. Todas as creches que nós ampliamos, aquelas que são período integral, nós ampliamos o período integral. Mas todas as novas creches entregues foram em meio período. Primeiro, importante, creche é o direito da criança, não dos pais. Nosso foco sempre será das crianças. Segundo, o nosso objetivo era fazer com que a grande maioria das pessoas que estivessem na fila pudessem ter oportunidades de creche. Isso tem que ser rápido, porque é uma criança que tem dois anos de idade, se demorar cinco anos para você conseguir cobrir a vaga, ela já não precisa mais de creche. Então, a primeira questão o foco é rapidez. Cada creche que a gente entregava, a gente consiga dobrar a capacidade dela. Segunda questão, a creche meio período ela é cinco horas, onde você tem todas as refeições inclusive na saída. Essas primeiras cinco horas é onde normalmente uma criança quando está no período integral aprende com os professores. As outras cinco horas ela tem a companhia apenas do agente educador, onde ela descansa, ela brinca… Mas todo o conteúdo pedagógico é dado nas primeiras cinco horas. Portanto, não existe nenhum tipo de problema. Terceiro, o critério para uma creche de período integral. O critério da creche de período integral em São José sempre foi da mãe trabalhadora. Eu discordo disso, até porque se a gente tiver uma mãe e um pai que estão trabalhando e tiver uma família desempregada, quem será que tem mais direito a ter uma creche, uma criança com uma creche em período integral? Talvez aqueles dois que estão desempregados não tem sequer dinheiro para alimentar aquela criança, então ela precisa muito mais, na minha opinião, a criança, de uma creche de período integral, do que a mãe trabalhadora. Por isso que nosso objetivo é zerar e passar a mudar o critério em relação à creche de período integral, e prioritariamente para aqueles que mais precisam e não para aqueles que necessariamente trabalham. Porque seu marido está empregado, se a esposa está empregada, pode até ter uma ou outras soluções. E outro ponto importante, que é a área de planejamento, aqui a seis ou sete anos, garanto a você que vai estar sobrando creche e faltando Casa do Idoso. Porque a população, cada vez a taxa de natalidade cai, assim menos gente, e a taxa de mortalidade tem a idade se estendendo. Então, cada vez mais a gente vai poder readequar as creches existentes para ainda transformando elas em período integral, se necessário for. Tem até educadores que defendem a importância do aquela criança pode estar pelo menos cinco horas com os pais, ou com algum parente mais próximo, fora do ambiente escolar. Isso para o desenvolvimento até melhor, mas eu não vou entrar nesse tema, até porque não é minha especialidade. Mas eu defendo sim que todos estejam na creche, para ter a oportunidade de desenvolvimento cognitivo e sociabilização, e as cinco horas da creche são mais do que suficientes para que as crianças possam ter essa oportunidade.

Arena de Esportes

A concepção da Arena já é uma de uma arena multiuso. Segundo, todos os questionamentos por parte da Justiça são importantes, e isso não deve impedir a cidade de no futuro, até caso a Justiça permaneça com essa decisão, que ao nosso ver claramente é equivocada, porque mistura os conceitos do que é uma atividade profissional e do que não é… Para nós, uma atividade profissional é quando aquele atleta tem o registro profissional naquele tipo de modalidade, nas federações de cada tipo de modalidade, e na nossa opinião há uma interpretação errônea. Então, é isso que nós estamos defendendo, inclusive baseado na Lei Pelé e uma série de outras questões, até já de leis e normas já existentes, para que a gente consiga superar essa dificuldade. Hoje a decisão ainda é restrita ao vôlei, e não se estende às outras modalidades, e mesmo ainda se assiste à decisão da Justiça, na minha opinião se manter equivocada, a gente tem que acatar. E com certeza deve encontrar um novo caminho, através dos patrocínios de empresas privadas, para que a gente possa ter ainda o esporte de alto rendimento como a grande grande espelho aos nossos jovens. Todo o nosso investimento, é importante falar isso, já prometi na campanha, era o foco no esporte educacional, o foco no esporte comunitário e no Atleta Cidadão, na base. Esse era o nosso principal foco e continua sendo. O esporte de alto rendimento é importante, mas a gente deve tomar cuidado para não canalizar um volume de recursos muito grande e acabar deixando todas as outras modalidades. Por isso que no Atleta Cidadão eu consegui aumentar para 21 anos… Um grande investimento, mas eu prefiro investir nisso do que por exemplo no alto rendimento. Então é importante haver algumas parceria, as empresas sempre estarem juntas, e ao nosso ver essa decisão não se sustentará do ponto de vista legal, em relação à situação atual.

Arco da Inovação e o BID

Primeiro, é bom deixar claro que os recursos utilizados têm origem no empréstimo do BID. O que aconteceu foi uma forma diferente de acessar esses recursos. Claro que isso poderia, no momento que a gente encontrou essa forma diferente de acessar esse recurso, poderia ter sido divulgado. Não foi uma questão de omitir, mas foi uma questão de não entender a importância de expor esta nova situação. Então nesse sentido, sim, a gente concorda que poderia ter exposto, mas nunca no sentido de não dar a transparência necessária de algo. Até porque, todos os procedimentos foram feitos rigorosamente dentro da lei, dentro dos acordos do BID, dentro das das exigências dos tribunais de contas. Então, isso nos dá muita tranquilidade. Quando não existe nada de errado acontecendo, não existe nenhum motivo para se esconder nada. O que a gente pode não ter percebido é que a população talvez quisesse ter conhecimento da informação, mesmo que de fato e na prática isso não fosse mudar nada do dia-a-dia das pessoas, até porque o recurso continuou saindo do BID, sem tirar nem um centavo sequer da saúde, da educação, para construir o Arco da Inovação.

Possíveis adversários

Eu sempre admiro aquelas pessoas que colocam seu nome à disposição para disputar qualquer cargo público, seja candidato a vereador ou candidato a prefeito. É importante que o eleitor, independente do candidato, seja ele ou ela qual for, o eleitor esteja atento para entender se aqueles candidatos de fato querem ser prefeito da cidade, ou estão usando o eleitor e o seu voto para poder alavancar por uma nova candidatura. Será que todos esses candidatos a prefeito de fato declarariam por exemplo que se perderem não seriam candidatos na próxima eleição? Então, essa é a pergunta que o eleitor deve ter na sua cabeça, para que não usem, para que ninguém utilize da boa fé do eleitor ao depositar sua confiança em alguém que provavelmente gostaria de ser prefeito, mas quando perde eleição resolve já se candidatar na sequência a deputado estadual, a deputado federal. Tivemos um caso prático dentro do PSDB, que foi Alexandre Blanco, candidato a prefeito que queria ser prefeito, de fato, da cidade. Não ganhou eleição e não se candidatou a nenhum outro cargo na eleição seguinte. Será que todos esses candidatos possuem mesmo compromisso com o cidadão de São José, que não utilizariam o voto deles como alavanca para uma futura eleição? Não sei. Essa é minha dúvida. Em relação a todos os candidatos, eu sempre achei que quem tiver convicção de que quer ajudar a cidade e tem a oportunidade de ser prefeito, tem minha admiração e meu respeito.

Reeleição

Tudo 100% conversado, só que eu preciso decidir se serei candidato à reeleição [risos]. Aí depois que eu decidir, com certeza tudo já estará definido. Ainda temos alguns meses, e aí a gente tem que aproveitar cada segundo antes de iniciar uma trajetória de eleição. Quando se começa a eleição normalmente, se termina o governo ou dá uma pausa no governo. E agora é a hora da gente continuar focado e entregar os compromissos que a população já pagou com o voto. Ela paga antecipado com o voto e a gente tem que entregar. Hoje tem muita coisa acontecendo ainda, e quanto maior o foco… Agora, os outros candidatos estão no papel deles. Eu acho que é importante que quanto antes eles saiam candidatos para conhecer a cidade… Muita gente pouco conhece a cidade. Eu tenho oportunidade de conhecer cada cantinho de São José, gosto muito de estar nas ruas. Então, para aqueles que são candidatos, eles tem que se antecipar nessa questão. O meu foco não, é poder é fazer com que a cidade preste serviços cada vez melhores para a população.

Algo que não será possível?

Dentro do ‘Promessômetro’, são poucos os compromissos que a gente não vai conseguir entregar. Claro que ao longo da gestão a gente percebe outras oportunidades para a cidade, e uma delas que eu percebi foi a questão do Banhado. Eu percebi que era importante mudar a vida daquelas pessoas, apesar de não ter sido um compromisso de campanha. Eu gostaria de encerrar esse primeiro ciclo de quatro anos de mandato, podendo oferecer para todas aquelas famílias uma oportunidade melhor. Acho que não vai dar tempo de isso acontecer ainda esse ano, mas gostaria de ter visto todas numa condição como eu vejo essas 40 que aceitaram a proposta. Ali com certeza estariamos transformando a vida daquelas pessoas para melhor. Então acho que o Banhado, ao longo desses três anos, foi um aprendizado onde eu vi a dificuldade daquelas pessoas, da forma que elas vivem, e a certeza de que elas podem viver de um jeito melhor.

Cidade melhorou?

Acho que a cidade vive um novo momento. Grandes perspectivas, atração de multinacionais para nossa cidade, investimentos na GM como nunca aconteceram, nova parceria da Boeing com a Embraer, o mercado imobiliário com uma nova perspectiva, uma nova lei de Zoneamento… É o que eu sinto do clima. O que eu sinto que o cidadão pode ter percebido, e é também um pouco da minha visão, é que é importante mostrar que não existe um salvador da pátria. Existe uma pessoa que acorda cedo, arregaça as mangas, enfrenta os desafios da cidade junto com uma grande equipe, de secretários e de servidores. Não existe alguém capaz de resolver os problemas de uma cidade, um estado ou um país sozinho. Espero que a população tenha reconhecido isso, uma pessoa que honrou e que honra aquela confiança dada através do voto.



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