Foto: Divulgação/Embraer
O Ministério Público do Trabalho deve investigar, nas próximas semanas, a Embraer sobre suposta pressão que funcionários sofreram para aderir a PDV (Plano de Demissão Voluntária) da empresa.
A companhia abriu três planos de demissão com a adesão de 1,6 mil funcionários. O último prazo se encerrou na quarta-feira (2) e os desligamentos devem ser realizados nesta sexta-feira (4).
Leia Mais: Unidade da Embraer em São José dos Campos será a mais afetada por demissões
De acordo com a denuncia, a empresa teria colocado em licença remunerada funcionários que estavam em férias coletivas, home office, ou suspensão temporária do contrato de trabalho como forma de incentivar a adesão.
Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, os funcionários acusam a empresa joseense de coação para adesão ao programa e informam que a Embraer ainda não foi contatada a respeito das denúncias, mas que a procuradora Ana Maria Hirano deverá se manifestar até a próxima semana.
Outro Lado
A Embraer nega que cometeu a irregularidades, sustenta que o PDV é um processo voluntário e que foi comunicado com transparência, em linha com o código de ética e conduta da empresa.
“Os colaboradores foram informados por meio dos canais oficiais da empresa, que incluem canais digitais utilizados de forma regular para informar sobre qualquer tema relevante aos colaboradores, principalmente aqueles que estão em licença remunerada”, informou a empresa joseense em nota.
A Embraer disse ainda que “os colaboradores que optarem pelo PDV nesse momento também terão preferência de recontratação, conforme ocorrer a recuperação do mercado de aviação”.
