Foto: SP RIO+
A candidata à Prefeitura de São José dos Campos, Marina (PSOL), concedeu entrevista à SP RIO+ nesta sexta-feira (6) para apresentar suas propostas ao município. Marina Sassi é diretora do Sindicato dos Metalúrgicos e eletricista montadora da Embraer.
Marina destaca a participação popular como pilar central de seu governo. A candidata classifica a política como ‘seletista’, que funciona para os grandes empresários e não para a população.
“Hoje, infelizmente, a política é muito distante da população. O sistema favorece que a gente vote a cada quatro anos e não participe mais. Isso é muito ruim, porque a maioria das pessoas que estão no governo vive uma realidade muito distante da maioria”, disse.
Como solução, Marina propõe reuniões em bairros e locais de trabalho, além de criar e facilitar meios para que a população possa opinar e intervir junto à prefeitura.
Mobilidade Urbana
A tarifa zero, uma de suas principais bandeiras de campanha, é definida por Marina como “um projeto ousado”, mas possível após rever as licitações atuais.
“De forma imediata queremos abaixar o preço da tarifa e garantir tarifa zero para desempregados, pessoas que recebem o auxílio emergencial e estudantes”, disse a candidata complementando a ideia de os ônibus de São José dos Campos são pouco vantajosos à população.
Em longo prazo, Marina propõe uma estratégia de criar uma empresa pública de transporte e, assim, zerar a tarifa para toda população.
“O lucro que vai para os acionistas dessas empregas [de transporte] seria investido diretamente para a população. Isso e um investimento de 5% do orçamento da cidade a gente conseguiria garantir. É um projeto ousado”, destaca.
Emprego e renda
Marina cita quatro pontos que considera essencial para gerar emprego e renda. São eles: renda básica emergencial para as pessoas que vivem abaixo da linha da miséria; projetos de fortalecimento dos serviços públicos, com a construção de novas escolas e hospitais; plano de empréstimo a juros zero aos pequenos e médios empreendedores; e uma luta pela manutenção dos empregos,contra o processo de desindustrialização que, segundo a candidata, afeta muito São José dos Campos.
Servidor público
A psolista critica o novo plano de carreira para os servidores que, em sua visão, gera um abismo entre os mais antigos e os mais novos, além de não dar previsão de promoção ou progressão na carreira.
“Eu sempre falo que valorizar o servidor público, é valorizar o serviço que é prestado à população”, afirma Marina, que complementa afirmado que esse abismo é um “verdadeiro absurdo”.
Marina afirma que o município precisar dar salários dignos e direitos plenos a todos servidores. Ela também propõe a regovação da reforma da Previdência municipal.
“Não podemos aceitar que as pessoas que serviram a cidade a vida inteira sejam penalizadas”, completa.
Segurança
Marina destaca a necessidade de aproximar as polícias Militar e Civil e a Guarda Civil Municipal da população. A candidata acredita que existe um distanciamento muito forte, principalmente nos bairros mais pobres.
“Precisamos humanizar o treinamento e criar possibilidade da população participar das decisões de seus bairros. Hoje, infelizmente, há uma lógica militarizada que trouxe situações gravíssimas”, disse a candidata, citando assassinatos de jovens no Campo dos Alemães, zona sul da cidade.
A candidata também critica a forma na qual são tratados os fluxos em São José dos Campos, destacando a necessidade de lazer e cultura para as periferias.
“Hoje é tratado com ‘tiro, porrada e bomba’. A gente precisa entender que o fluxo é uma demanda real dos jovens por espaços de lazer”, afirma Marina.
A psolista diz que a prefeitura precisa garantir que os fluxos sejam instaurados em locais apropriados, como grandes casas de show, com isolamento acústico. Precisa investir na cultura popular, sem criminalizá-las.
Para analisar todas as propostas de Marina (PSOL), candidata à Prefeitura de São José dos Campos, basta assistir a entrevista completa.