Deputado Federal Eduardo Cury (PSDB). Foto: Divulgação
O deputado federal Eduardo Cury (PSDB) concedeu entrevista ao jornal Abre Aspas da SP RIO+ nesta quinta-feira (19) para falar sobre os focos da Câmara dos Deputados para este ano.
Cury demonstrou preocupação com as reformas tributária, administrativa e a PEC emergencial do Pacto Federativo, que precisam ser definidas até 31 de dezembro de 2020.
“Temos que votar, pelo menos, as duas emergenciais: precisa da PEC emergencial para arrumar um pouco de dinheiro e votar a criação do Renda Família ou um Bolsa Família ampliado”, disse.
O deputado destacou a importância de um auxílio emergencial para os trabalhadores que estão passando dificuldade, afirmando que não há emprego e criticou o governo por falta de proposta.
“Não há fonte de recurso para isso. O governo tem que propor de onde vai sair esse dinheiro, e o governo não enviou nada ainda. Parte do governo está boicotando as ações. O Centão não é votar nada, é ridículo isso”, disse Eduardo Cury.
O Centrão foi alvo das maiores críticas do deputado. Ele afirmou que parte do grupo está ‘pendurado’ no governo por ter conseguido vários cargos, mas não estão permitindo a votação de questões importantes.
Cury afirmou que a aprovação da PEC emergencial do Pacto Federativo é essencial para o governo economizar dinheiro mais rapidamente e, assim, conseguir recursos para ampliar o Bolsa Família, continuar o auxílio emergencial ou criar um novo programa social.
“Se não votar, vai chegar em janeiro e as pessoas não vão ter dinheiro para se manter. Caso façam sem aprovar o pacto primeiro, vão tirar dinheiro do Brasil, o dólar vai explodir, a inflação vai subir e teríamos um caos econômico em 2021”, afirmou. “Estão demorando, cada dia que passa a chance de ter uma solução menos impactante é menor. É muito grave a situação, o governo tem que agir logo”, complementou Eduardo Cury.
