
As funcionárias das empresas terceirizadas da LG recusaram, nesta terça-feira (20) a proposta de indenização apresentada pela empresa e mantiveram a greve. Com a saída da linha de produção da fábrica sul-coreana em Taubaté, a previsão do sindicato é que 430 postos de trabalho da cadeia produtiva sejam encerrados.
A proposta de indenização da empresa foi apresentada em assembleia na manhã desta terça-feira, na praça da Bandeira, no Centro de Caçapava. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos, as três empresas terceiras – Sun Tech, Blue Tech e 3C – ofereceram, além das verbas rescisórias, dois salários como indenização. A proposta foi rejeitada por ampla maioria.
De acordo com os representantes sindicais, as trabalhadoras querem a equiparação da indenização com a dos trabalhadores da fábrica da LG. Na empresa de Taubaté, a proposta de indenização, que começava em R$ 8 mil e chegava a R$ 35 mil, também foi recusada.
Além da recusa, as funcionárias também decidiram pela manutenção da greve, que se estende desde o dia 6 de abril nas plantas da Blue Tech, Sun Tech e 3C. Juntas, as empresas empregam 430 pessoas, a maioria mulheres, que produzem para a sul-coreana como fornecedoras exclusivas.
“A LG tem responsabilidade social com essas funcionárias que fazem parte importante da sua produção. Queremos que elas tenham os mesmos direitos que os trabalhadores da planta”, comentou o presidente da entidade, Weller Gonçalves.
O sindicato informou que a greve vai ser mantida até uma nova proposta para a votação e que vai se reunir com representantes das empresas ao longo da semana.